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| O Operário vem de uma vitória moralizadora no terreno do União da Serra. A equipa está mais confiante para encarar com optimismo a recepção ao Tourizense, um opositor que se prevê difícil? Esperemos bem que sim porque a equipa tem dado provas de alguma instabilidade emocional que se tem reflectido nos resultados. Nós nunca sabemos do que o colectivo é capaz de fazer. Não é por maldade que o digo, pois quero sempre o bem da equipa, mas o passado diz-nos isso. Esperamos que a vitória alcançada num terreno complicado como é o do União da Serra nos permita encarar o próximo encontro com o mesmo empenho, vontade e determinação. É isso que pedimos aos jogadores no sentido de termos até ao final da temporada um comportamento de acordo com aquelas que eram as nossas expectativas. O Tourizense vem aqui jogar uma cartada quase decisiva na luta pela subida… O Tourizense é uma das boas equipas deste campeonato e basta ver que durante grande parte do mesmo esteve na frente da classificação. Perdeu os últimos dois encontros e atravessa uma fase algo complicada mas não deixa de ser uma boa equipa, que pratica bom futebol e que nos irá colocar dificuldades. Certamente virá aqui discutir o jogo pelo jogo e isso poderá ser-nos favorável. As fortes declarações que proferiu após a derrota com o Vitória terão tocado no íntimo dos jogadores? As declarações que proferi foram as mesmas que já tinha dito no balneário porque não mando mensagens ao grupo através da Comunicação Social. Há alturas em que temos que dar um murro na mesa e fazer perceber os jogadores o que querem da vida, pois para serem profissionais no futebol precisam colocar empenho e determinação em cada jogo, em cada treino. Se estão aqui a pensar que é mais um ano que passou e mais um ano a ganhar dinheiro, comigo não funciona assim e enquanto formos profissionais teremos que ser dignos e o mais competentes possível. A vitória no passado domingo mostrou que a equipa respondeu depois de um desaire que não estava nas previsões. Sente que daqui em diante as coisas podem estabilizar? Eu acredito que possam estabilizar porque tenho uma confiança enorme na equipa e no trabalho que vimos desenvolvendo. Sei que há qualidade e condições para fazermos muito melhor, como de resto ficou comprovado no nosso melhor momento que nos levou ao segundo lugar. Acredito que os atletas vão ser fortes e determinados até ao final da época, lutando com empenho pela soma dos três pontos. O Operário ainda vai a tempo de se reposicionar entre os primeiros? Sim! Basta ganharmos os nossos jogos, a começar pelo Tourizense onde, em caso de vitória, ficamos a dois pontos deles. Depois também teremos em casa o Arouca e o Pampilhosa fora. Se vencermos podemos posicionar-nos num lugar que salve a imagem desta temporada. Depois da vitória em Arouca e antes deste período conturbado, chegou a acreditar que seria possível discutir o primeiro lugar? Cheguei a acreditar que seria possível andarmos na luta pelos lugares da frente e dependíamos apenas de nós para o conseguir. Tivemos duas ou três oportunidades flagrantes para o conseguir mas como já disse a equipa não foi capaz de alcançar esse desiderato porque não teve o empenho que era exigido nessa altura. Agora só temos que pensar num jogo de cada vez e procurar a melhor classificação possível sem deixar de dignificar a nossa profissão e honrar o clube. |
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